1. Fala x Escrita - a
perspectiva das dicotomias: esta perspectiva dicotômica é considerada restrita, pois focaliza
essas modalidades de língua. Porém, também pode ser "continuum".
A fala é contextual, implícita, redundante, não-planejada, imprecisa,
não normatizada.
A visão "imanentista" que originou as praticas pedagógicas,
ela remonta a separação entre "forma x conteúdo", classifica fala
como pouco complexa e escrita como fundada num conjunto de regras.
2. Oralidade x
Letramento ou Fala x Escrita? O binômio "Oralidade x Letramento": está voltado para analisar as diferenças
entre praticas sociais, enquanto a "Fala x Escrita", entre as
diferenças de duas modalidades do uso da língua.
-Oralidade: pratica social
apresentada em gênero textual em sua diversidade de uso.
-Letramento: uso social da
escrita, do aprendizado mínimo até a utilização científica dela.
-Fala: forma de produção oral
que necessita apenas dos recursos próprios do ser humano.
-Escrita: representação
abstrata da fala.
3. Oralidade e escrita
no conceito das praticas sociais: na sociedade contemporânea, Marcuschi considera a vida cotidiana e os
fenômenos de fala e escrita, considerando o texto uma prática social e não um
artefato.
A escrita é utilizada
em todas as praticas sociais das comunidades que se insere o Letramento.
A escrita passou a ter um status singular, (Marcuschi,1995)
-Letramento: processo de
aprendizagem da leitura e escrita em contextos informais.
-Alfabetização: domínio das
habilidades de ler e escrever.
-Escolarização: pratica
formal que visa formar o indivíduo, mesmo sendo apenas uma etapa.
Oralidade x escrita: a tendência
fenomenológica de caráter culturalista: essa visão faz análise cognitiva dos
efeitos de organização e produção do conhecimento, ela confere o avanço na
apavorada cognitiva-individual.
Fala x escrita - perspectiva
variacionista: trata da escrita a partir de processos educacionais e variação da
língua, verifique abaixo as variações:
Língua padrão - variedade não padrão
Língua culta - língua coloquial
Norma padrão - norma não padrão
Perspectiva internacional:
seus fundamentos baseiam-se em: relação dialógica do uso, estratégias de
linguagem, funções interacionistas, envolvimento, situacionalidade e formulacidade.
Não se deve polarizar
ou dicotomizar a relação entre fala e escrita orienta-se por uma linha
interpretativa.
Concepção e
funcionamento da língua - consequente relação fala/ escrita: devemos eliminar
uma série de distinções entre fala e escrita, como por exemplo, a
contextualização na fala e descontextualização na escrita, implicitude na fala
e explicitude na escrita.
A oralidade e a escrita
são ambas práticas sociais e não propriedades de sociedade distintas.
Leitura, oralidade
e escrita: a leitura como uma pratica linguística, pedagógica e social.
Historicamente, as
práticas de escrita e leitura foram se tornando sócio-discursivas e
relacionadas a classes econômicas e politicamente dominantes foram ligadas ao
acúmulo de conhecimento. Sendo assim, a escola teve como dever o papel de ensinar
as práticas mencionadas.
Aprendemos que na
escola, há o esquecimento da característica dialógica, seja essa oral ou
escrita. Nesse caso não há troca, apenas um processo de simulação entre
professor e aluno. Em geral o professor é o falante e o aluno o ouvinte e
quando há troca o professor não se interessa pela produção e sim pela
reprodução.
Vemos que, mesmo que a
criança, descontextualizada, levanta hipóteses, ela já usa a linguagem oral e
sabe que ela tem um sentido, porém se confunde ao não conseguir se subjetivar
ao texto.
É apenas devolvendo o
direito da palavra ao aluno que talvez se possa ser uma história contada
"e tal atitude, parece-me, dá novo significado a questão “como avaliar
redações?" Apontando, no mínimo, para critérios diferentes daqueles que
reprovaram o autor do texto, e aprovaram o autor da redação" (Geraldi,
1985, p. 129).
Bibliografia
BRITO, P.L. Em terra de
surdos-mudos: um estudo sobre as condições de produção de textos escolares.
SMOLKA, A.L. A criança
na fase inicial da escrita.
GERALDI, J.W. (org). O
texto na sala de aula.
Marcuschi 1995 -
oralidade e escrita.
Neves, Maria Helena língua falada escrita e ensino: reflexão em torno do
tema