quarta-feira, 20 de maio de 2015

EXERCÍCIOS DE REVISÃO (CONTINUAÇÃO)

5) Em “Ana vai todos os sábados ao cinema. Laura faz o mesmo.”
faz o mesmo” (pro-forma verbal faz + pro-forma nominal o mesmo) é um caso de

Resposta: coesão referencial obtida por substituição

6)    Leia e depois indique se as seguintes afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).

I – Os modelos cognitivos globais são blocos de conhecimentos utilizados no processo de comunicação e representam de forma organizada nosso conhecimento prévio armazenado na memória.



II – São modelos cognitivos globais os “frames”, esquemas, planos, “scripts” e cenários.

III – Os planos são modelos globais que contém o conhecimento comum sobre um conceito primário, como Natal e Carnaval.

IV – Os “frames” são modelos cognitivos globais de eventos ou estados dispostos em sequências ordenadas, ligadas por relações de proximidade temporal e causalidade; são previsíveis, fixos, determinados e ordenados.

Resposta: V,V,F,F

7)    Identifique a meta-regra de coerência que foi infringida no texto abaixo:
“Eu não estava mentindo. Disse, sim, coisas que mais tarde se viu que eram inverídicas”.

Resposta: não-contradição

8)    O exemplo abaixo ( a expressão e/ou) trata-se de qual caso de coesão?
Resposta: coesão sequencial por conexão por meio de pro-formas nominais.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

EXERCÍCIOS DE REVISÃO

1)    Reescreva o texto de acordo com a norma culta.
No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarcam no aeroporto de Guarulhos a dupla sertaneja Antenor e Secundino, onde excursionaram pela Europa, que fizeram grande sucesso se divulgando a nossa música sertaneja.
 Resposta: No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarca no aeroporto de Guarulhos a dupla de cantores Antenor e Secundino, que excursionou pela Europa, com grande sucesso na divulgação da nossa música sertaneja.

2)    O texto a seguir é referência para as quatro questões abaixo.
Reduzir a poluição causada pelos aerossóis – partículas em suspensão na atmosfera, compostas principalmente por fuligem e enxofre – pode virar um enorme tiro pela culatra. Estudo de pesquisadores britânicos e alemães revelou que os aerossóis, na verdade, seguravam o aquecimento global. Isso porque eles rebatem a luz solar para o espaço, estimulando a formação de nuvens (que também funcionam como barreiras para a energia do sol). Ainda é difícil quantificar a influência exata dos aerossóis nesse processo todo, mas as estimativas mais otimistas indicam que, sem eles, a temperatura global poderia subir 4ºC até 2100 – as pessimistas falam em um aumento de até 10º, o que nos colocaria “dentro” de uma churrasqueira. Como os aerossóis podem causar doenças respiratórias, o único jeito de lutar contra a alta dos termômetros é diminuir as emissões de gás carbônico, o verdadeiro vilão da história.
(Superinteressante, dez. 2005,p.16.)


a)           Assinale a alternativa cujo sentido NÃO está de acordo com o sentido que a expressão “pode virar um enorme tiro pela culatra” apresenta no texto.

Resposta: Pode provocar diminuição na formação de nuvens.

b)           Assinale a alternativa cuja afirmativa mantém relações lógicas de acordo com o texto.

Resposta: Os aerossóis seguram o aquecimento global, pois estimulam a formação de nuvens.

c)  Segundo o texto, “o verdadeiro vilão da história” é (são):

Resposta: As emissões de gás carbônico.

d)  O termo “pessimistas”, em destaque no texto, está se referindo às:

Resposta: Estimativas.

2)    Indique a opção que dá seguimento ao período abaixo, respeitados os requisitos de coesão e coerência do texto.
“A estatização na economia brasileira se aprofundou em um período histórico em que a intervenção estatal nos setores de infra-estrutura, insumos básicos e serviços públicos era vista (...)”

Resposta: não apenas como benéfica, mas como necessária para a consolidação da produção ou da prestação de serviços naqueles setores.

3)    Identifique a meta-regra de coerência (segundo Charolle) que foi infringida.
Essa criança não come nada. Fica apenas brincando com os talheres, ou seja: pega a colher, o garfo e não olha para o prato de comida. Ela não se alimenta. Brinca apenas. Diverte-se com uma colher e um garfo e o prato fica na mesa. O ato de brincar substitui o ato de alimentar-se.

Resposta: Progressão.


4)    Coesão e coerência constituem fenômenos linguísticos distintos pelo fato de:
I – esta referir-se aos modos como os componentes do universo textual, isto é, as palavras, que ouvimos ou vemos, estão ligados entre si dentro de uma sequência, e aquela aos modos como os componentes do universo textual, isto é, os conceitos e as relações subjacentes ao texto de superfície, se unem numa mesma configuração, de maneira reciprocamente acessível e relevante.

II – poder haver um sequenciamento coesivo de fatos isolados que não têm condição de formar um texto.

III – poder haver textos destituídos de coesão, mas cuja textualidade se dá ao nível da coerência.

Resposta: II e III estão corretas.



quarta-feira, 6 de maio de 2015

LEITOR ANALISADOR E (RE)CONSTRUTOR

Temos então, duas hipóteses opostas, ambas descrevendo um leitor ideal e considerando o texto uma unidade formal, com seu próprio significado:
1.  A ascendente (buttom-up): O leitor faz análise visual dos dados que procura, entendendo as partes menores para entender o significado do todo.

2.  A descendente (top-down): O leitor faz uso dos seus conhecimentos prévios do assunto e de sua capacidade para antecipar o entendimento do texto.
            A autora comenta que, se os processos acima forem usados em conjunto, temos um leitor construtor-analisador, mais fluente e preciso. Isso, baseado apenas na interação do leitor e do texto.
            Quando ao leitor-escritor, Kato sugere que, partindo da comunicação, o escritor e o leitor estabelecem um cooperativismo: escritor informativo/leitor compreensivo, escritor sincero/leitor crédulo, escritor relevante/leitor assertivo e por último, escritor claro e um leitor que espera o uso de recursos linguísticos simples.
            O leitor-cooperativo, espera que esses quatro princípios estejam presentes e o não cumprimento de um deles pode significar uma ocultação do real desejo do autor.
            Se o texto for, além de uma unidade formal, uma unidade de comunicação, em que a leitura se define como ato de reconstrução dos processos de sua produção. Esta interação leitor-autor prega que a recepção é um processo que o leitor segue a trilha deixada pelo autor. Assim, constrói-se o leitor-reconstrutor.

Bibliografia:
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. 5ed. São Paulo, Martins Fontes, 1999.
KLEIMAN, A. Oficina de leitura: teoria e prática. 10ed. Campinas, pontes, 2004.


quarta-feira, 29 de abril de 2015

BINÔMIO ORALIDADE E ESCRITA

1. Fala x Escrita - a perspectiva das dicotomias: esta perspectiva dicotômica é considerada restrita, pois focaliza essas modalidades de língua. Porém, também pode ser "continuum".
A fala é contextual, implícita, redundante, não-planejada, imprecisa, não normatizada.
A visão "imanentista" que originou as praticas pedagógicas, ela remonta a separação entre "forma x conteúdo", classifica fala como pouco complexa e escrita como fundada num conjunto de regras. 

2. Oralidade x Letramento ou Fala x Escrita? O binômio "Oralidade x Letramento":  está voltado para analisar as diferenças entre praticas sociais, enquanto a "Fala x Escrita", entre as diferenças de duas modalidades do uso da língua.

-Oralidade: pratica social apresentada em gênero textual em sua diversidade de uso.
-Letramento: uso social da escrita, do aprendizado mínimo até a utilização científica dela.
-Fala: forma de produção oral que necessita apenas dos recursos próprios do ser humano.
-Escrita: representação abstrata da fala.

3. Oralidade e escrita no conceito das praticas sociais: na sociedade contemporânea, Marcuschi considera a vida cotidiana e os fenômenos de fala e escrita, considerando o texto uma prática social e não um artefato.

            A escrita é utilizada em todas as praticas sociais das comunidades que se insere o Letramento. 
            A escrita passou a ter um status singular, (Marcuschi,1995)

-Letramento: processo de aprendizagem da leitura e escrita em contextos informais.
-Alfabetização: domínio das habilidades de ler e escrever.
-Escolarização: pratica formal que visa formar o indivíduo, mesmo sendo apenas uma etapa.

Oralidade x escrita: a tendência fenomenológica de caráter culturalista: essa visão faz análise cognitiva dos efeitos de organização e produção do conhecimento, ela confere o avanço na apavorada cognitiva-individual.

Fala x escrita - perspectiva variacionista: trata da escrita a partir de processos educacionais e variação da língua, verifique abaixo as variações:
Língua padrão - variedade não padrão
Língua culta - língua coloquial
Norma padrão - norma não padrão

            Perspectiva internacional: seus fundamentos baseiam-se em: relação dialógica do uso, estratégias de linguagem, funções interacionistas, envolvimento,  situacionalidade e formulacidade. 
            Não se deve polarizar ou dicotomizar a relação entre fala e escrita orienta-se por uma linha interpretativa.
            Concepção e funcionamento da língua - consequente relação fala/ escrita: devemos eliminar uma série de distinções entre fala e escrita, como por exemplo, a contextualização na fala e descontextualização na escrita, implicitude na fala e explicitude na escrita.
            A oralidade e a escrita são ambas práticas sociais e não propriedades de sociedade distintas.

            Leitura, oralidade e escrita: a leitura como uma pratica linguística, pedagógica e social. 
            Historicamente, as práticas de escrita e leitura foram se tornando sócio-discursivas e relacionadas a classes econômicas e politicamente dominantes foram ligadas ao acúmulo de conhecimento. Sendo assim, a escola teve como dever o papel de ensinar as práticas mencionadas.
            Aprendemos que na escola, há o esquecimento da característica dialógica, seja essa oral ou escrita. Nesse caso não há troca, apenas um processo de simulação entre professor e aluno. Em geral o professor é o falante e o aluno o ouvinte e quando há troca o professor não se interessa pela produção e sim pela reprodução.
            Vemos que, mesmo que a criança, descontextualizada, levanta hipóteses, ela já usa a linguagem oral e sabe que ela tem um sentido, porém se confunde ao não conseguir se subjetivar ao texto.
            É apenas devolvendo o direito da palavra ao aluno que talvez se possa ser uma história contada "e tal atitude, parece-me, dá novo significado a questão “como avaliar redações?" Apontando, no mínimo, para critérios diferentes daqueles que reprovaram o autor do texto, e aprovaram o autor da redação" (Geraldi, 1985, p. 129).

Bibliografia
BRITO, P.L. Em terra de surdos-mudos: um estudo sobre as condições de produção de textos escolares.
SMOLKA, A.L. A criança na fase inicial da escrita.
GERALDI, J.W. (org). O texto na sala de aula.
Marcuschi 1995 - oralidade e escrita.
Neves, Maria Helena língua falada escrita e ensino: reflexão em torno do tema

sexta-feira, 24 de abril de 2015

COESÃO ( CONTINUAÇÃO)

De acordo com Fávero, a coesão sequencial se subdivide em sequenciação temporal e por conexão.
            A temporal leva ao tempo de mundo real e se dá por uma ordenação linear dos elementos (progressão); por expressões que assinalam a ordenação ou continuação das
sequencias temporais (ordem dos fatos); por partículas temporais (período) e por correlação dos tempos verbais. A sequenciação por conexão se refere às conjunções, já citados na apostila por Halliday e Hassan.
            De acordo com o estudo da apostila, há ainda quem amplie a noção de coesão para algo além do texto, o que é denominado como exofórica, que é quando a referência está sujeita ao conhecimento prévio que o leitor possui. No material extra, que continua a explanar sobre a coesão textual, temos alguns exemplos de coesão e suas formas.
            A coesão referencial por reiteração repete a palavra, com o sentindo de reiterar a informação que se pretende passar. Para que ocorra essa retomada, pode se repetir ou substituir por um sinônimo, por um hiperônimo (flor, de rosa) ou hipônimo (rosa, flor) ou por uma antonomásia (algo que sirva de relação, substituição).
            Lembrando que é de extrema importância o zelo ao se utilizar a repetição de termos lexicais, pois, se ela não estiver em função da criação de um sentido de intensificação, pode vir a ser considerada como um erro de estilo.
            A coesão recorrencial é a retomada de termos e estruturas dentro do texto.
            Os mecanismos de coesão sequencial strictu sensu (porque toda coesão é, num certo sentido, sequencial) são os que têm por função, da mesma forma que os de recorrência, fazer progredir o texto, fazer caminhar o fluxo informacional. Diferem dos de recorrência, por não haver neles retomada de itens, sentenças ou estruturas.
Sequenciação por conexão: Num texto, tudo está relacionado; um enunciado está subordinado a outros na medida em que não só se compreende por si mesmo, mas ajuda na compreensão dos demais. Esta interdependência semântica e/ou pragmática é expressa por operadores do tipo lógico, operadores discursivos e pausas.
            Operadores discursivos marcam a progressão de uma série de argumentos que são utilizados para se definir a conclusão de uma frase/texto. Fazem a relação de conjunção argumentativa, os ligando em favor de uma única conclusão. Sinalizam uma relação de disjunção argumentativa, que introduz argumentos que levam a conclusões opostas, possuem uma forma argumentativa diferente. Determinam uma relação de conclusão, que introduzem uma conclusão em relação a dois ou mais enunciados anteriores.      Estabelecem relação de superioridade, de inferioridade ou de igualdade são utilizados com o intuito de uma conclusão, seja ela a favor ou contra. Marcam a contrajunção, designa o tipo de conexão que articula sequencialmente frases cujos conteúdos se opõem. Por explicação ou justificação: introduz-se uma explicação de um ato anteriormente realizado.

Exercício:
Indique a opção que dá segmento ao período abaixo, respeitados os requisitos de coesão e coerência do texto.
“A estatização na economia brasileira se aprofundou em um período histórico em que a intervenção estatal nos setores de infraestrutura, insumos básicos e serviços públicos era vista não apenas como benéfica, mas como necessária para a consolidação da produção ou da prestação de serviços naqueles setores.
  

quarta-feira, 15 de abril de 2015

COESÃO E VARIAÇÕES

A coesão, a unidade do texto vai sendo construída com o uso de diferentes procedimentos e seus elementos constitutivos vão construindo o texto. A coesão por referência é remetida a outros itens do texto, não podendo ser interpretada por si só. São elementos de referência os pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e os advérbios de lugar.
            Esta referência pode ser situacional ou exofórica (extratextual) e textual ou endofórica. Esta referência textual ou endofórica pode ser anafórica (quando o item de referência textual utiliza um já expresso no texto) e a catafórica (quando o item referido antecipa um ainda não utilizado no texto).
            A coesão por substituição é a inclusão de um item no lugar de outro segmento.
            A coesão por elipse consiste na ocultação do sujeito.
            A coesão lexical por conjunção se estabelece entre as orações indiretamente, devido ás relações específicas que ocorrem entre as orações, períodos e parágrafos. Seus principais elementos conjuntivos são: advérbios, locuções adverbiais, conjunções coordenativas e subordinativas, locuções conjuntivas, preposições, locuções prepositivas e marcadores de continuidade como daí, então, depois, etc.
            A Coesão lexical por sinônimo ocorre quando o autor elabora o seu texto fazendo uso de uma palavra com um significado muito próximo ou que mantenha uma relação com a palavra usada anteriormente.
            A coesão lexical por repetição do mesmo item ocorre quando o sujeito principal é repetido mais de uma vez na frase.
            A coesão lexical por hiperônimos é vista através da utilização de palavras que correspondem ao gênero do termo a ser retomado.
            É importante ressaltar que, Marcuschi refere quatro fatores de conexão sequencial, que são: repetidores, substituidores, sequenciadores e moduladores. No grupo de repetidores, se encontra a recorrência, o paralelismo e a definitização. Já no substituidores, a paráfrase, as proformas nominais e verbais, adverbiais, pronomolização (anáfora, catáfora) e a elipse. No grupo dos sequenciadores o tempo, o aspecto, a disjunção, a conjunção e a subordinação. No segmento de modulares, a entonação e suas modalidades.
            Para Fávero, a classificação da função que os mecanismos coesivos exercem na construção do texto se dá pelo referencial, recorrencial e sequencial stricto sensu. A coesão referencial é obtida através de um elemento presente no texto que faça referência a outro, para que ocorra a sua correta compreensão. É a manutenção temática do texto.
            A coesão referencial por substituição ocorre quando um item presente no texto/frase é retomado por catáfora ou anáfora, ou precedido por uma pro-forma (pronominal, verbal, adverbial, numeral).
            A coesão referencial ocorre quando há a repetição de expressões já existentes no texto.
            De acordo com Fávero, além dos tipos de coesão demonstrados por Halliday & Hassan, temos a coesão recorrencial, que ocorre pela retomada de estruturas com função de fazer que o assunto progrida e a coesão sequencial, que é responsável pela sequencia temporal, por conexão do tema.

Exercício:

Qual a diferença da proposta de Fávero? Classifica, em termos de função, que a coesão exerce na construção do texto, sendo elas a referencial, recorrencial e sequencial stricto sensu.

quarta-feira, 25 de março de 2015

COESÂO

Aprendemos ao longo desse bimestre os objetivos da linguística textual, que é a  busca e entendimento da língua humana em sua estruturalização diversificada pelo mundo. Koch e Fávero destacam algumas causas para o surgimento da LT:
·         "As lacunas das gramáticas de frase no tratamento de fenômenos como a pronominalização;
·         A correferência;
·         A ordem das palavras no enunciado;
·         A relação entre sentenças não ligadas por conjunção;
·         A concordâcia dos tempos verbais;
·         A entonação;
·         A relação de artigos (definidos ou indefinidos)
·         A relação tópico comentário "
                 
   O que é Coesão? É a surperficie do texto. A relação entre as palavras e o sentido que o autor quer passar ao texto, estabelecendo também a forma como é organizada a sequência de palavras formando frases, e de frases em paragrafos e assim por diante.
   O que é texto? Tudo que é falado ou escrito que forma um todo significativo independente da sua estrutura.
            Os principais tipos de coesão segundo Halliday e Hassan: por referencia, por conjunção,lexical por conjução,lexical por sinônimo,lexical por repetição do mesmo item e lexical por hiperônimos.
            E a proposta diferente de Fávero: coesão referencial; catáfora; anáfora; pro-forma pronominal; pro-forma verbal, pro-forma numerale pro-forma adverbial.
            Segundo Fávero: "A coesão referencial tem a função de estabelecer referência, ou seja, alguns itens não podem ser interpretados por si mesmo, precisam fazer referência a alguma coisa necessária â sua interpretação. Ela auxilia a manutenção temática do texto." Pode ser obtida por substituições e por reiterações. A substituição se dá quando um componente é retomado ou precedido por uma pro-forma, no caso da retomada, tem-se uma anàfora, e no caso de sucessão, uma catáfora. A coesão por reiteração é a repetição de expressões no texto (repetição do mesmo item lexical).

            Exemplo de referência e anáfora: " Tenho um cachecol. Ele é rosa."
            Exemplo de referência com catáfora: "Eu só espero isto: que vocês venham me visitar no natal."
            Exemplos de reiteração: " O fogo acabou com tudo. A casa estava destruida. Da casa não sobrou nada."
            A coesão recorrencial auxilia a progressão temática do texto segundo Fávero os tipos de coesão recorrecial são: recorrência de termos; paralelismo; paráfrase e recursos fonológicos, segmentais e supra segmentais. A função da recorrência é passas a informação de que o texto progride.

Exemplo: "Julia é sábia, Julia é boazinha mas Julia é aborrecida"
             A coesão sequencial tem como função, da mesma forma que os de recorrência fazer o texto progredir, fazer o fluxo informacional caminhar. São diferentes dos mecanismos de recorrência, por não ter neles à retomada de itens, sentenças ou estruturas. Podendo ocorrer por seqüenciação temporal e por conexão.
            A seqüenciação temporal pode ser obtida por ordenação linear dos elementos, exemplo:
 "Antes de sair, verifiquei o tempo e só depois é que decidi levar o guarda-chuva."

Fonte: Apostila de Linguística Textual, livro Coesão e Coerência Textuais de Fávero.