De acordo com Fávero, a coesão sequencial se subdivide em sequenciação
temporal e por conexão.
A
temporal leva ao tempo de mundo real e se dá por uma ordenação linear dos
elementos (progressão); por expressões que assinalam a ordenação ou continuação
das
sequencias temporais (ordem dos fatos); por partículas temporais
(período) e por correlação dos tempos verbais. A sequenciação por conexão se
refere às conjunções, já citados na apostila por Halliday e Hassan.
De acordo com o estudo
da apostila, há ainda quem amplie a noção de coesão para algo além do texto, o
que é denominado como exofórica, que é quando a referência está sujeita ao
conhecimento prévio que o leitor possui. No material extra, que continua a
explanar sobre a coesão textual, temos alguns exemplos de coesão e suas formas.
A
coesão referencial por reiteração repete a palavra, com o sentindo de reiterar
a informação que se pretende passar. Para que ocorra essa retomada, pode se
repetir ou substituir por um sinônimo, por um hiperônimo (flor, de rosa) ou
hipônimo (rosa, flor) ou por uma antonomásia (algo que sirva de relação,
substituição).
Lembrando
que é de extrema importância o zelo ao se utilizar a repetição de termos
lexicais, pois, se ela não estiver em função da criação de um sentido de
intensificação, pode vir a ser considerada como um erro de estilo.
A
coesão recorrencial é a retomada de termos e estruturas dentro do texto.
Os
mecanismos de coesão sequencial strictu
sensu (porque toda coesão é,
num certo sentido, sequencial) são os que têm por função, da mesma forma que os
de recorrência, fazer progredir o texto, fazer caminhar o fluxo informacional.
Diferem dos de recorrência, por não haver neles retomada de itens, sentenças ou
estruturas.
Sequenciação
por conexão: Num
texto, tudo está relacionado; um enunciado está subordinado a outros na medida
em que não só se compreende por si mesmo, mas ajuda na compreensão dos demais.
Esta interdependência semântica e/ou pragmática é expressa por operadores
do tipo lógico, operadores discursivos e pausas.
Operadores
discursivos marcam a progressão de uma série de argumentos que são utilizados
para se definir a conclusão de uma frase/texto. Fazem a relação de conjunção
argumentativa, os ligando em favor de uma única conclusão. Sinalizam uma
relação de disjunção argumentativa, que introduz argumentos que levam a
conclusões opostas, possuem uma forma argumentativa diferente. Determinam uma
relação de conclusão, que introduzem uma conclusão em relação a dois ou mais
enunciados anteriores. Estabelecem
relação de superioridade, de inferioridade ou de igualdade são utilizados com o
intuito de uma conclusão, seja ela a favor ou contra. Marcam a contrajunção,
designa o tipo de conexão que articula sequencialmente frases
cujos conteúdos se opõem. Por explicação ou
justificação: introduz-se
uma explicação de um ato anteriormente realizado.
Exercício:
Indique
a opção que dá segmento ao período abaixo, respeitados os requisitos de coesão
e coerência do texto.
“A
estatização na economia brasileira se aprofundou em um período histórico em que
a intervenção estatal nos setores de infraestrutura, insumos básicos e serviços
públicos era vista não apenas como benéfica, mas como
necessária para a consolidação da produção ou da prestação de serviços naqueles
setores.
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