sexta-feira, 24 de abril de 2015

COESÃO ( CONTINUAÇÃO)

De acordo com Fávero, a coesão sequencial se subdivide em sequenciação temporal e por conexão.
            A temporal leva ao tempo de mundo real e se dá por uma ordenação linear dos elementos (progressão); por expressões que assinalam a ordenação ou continuação das
sequencias temporais (ordem dos fatos); por partículas temporais (período) e por correlação dos tempos verbais. A sequenciação por conexão se refere às conjunções, já citados na apostila por Halliday e Hassan.
            De acordo com o estudo da apostila, há ainda quem amplie a noção de coesão para algo além do texto, o que é denominado como exofórica, que é quando a referência está sujeita ao conhecimento prévio que o leitor possui. No material extra, que continua a explanar sobre a coesão textual, temos alguns exemplos de coesão e suas formas.
            A coesão referencial por reiteração repete a palavra, com o sentindo de reiterar a informação que se pretende passar. Para que ocorra essa retomada, pode se repetir ou substituir por um sinônimo, por um hiperônimo (flor, de rosa) ou hipônimo (rosa, flor) ou por uma antonomásia (algo que sirva de relação, substituição).
            Lembrando que é de extrema importância o zelo ao se utilizar a repetição de termos lexicais, pois, se ela não estiver em função da criação de um sentido de intensificação, pode vir a ser considerada como um erro de estilo.
            A coesão recorrencial é a retomada de termos e estruturas dentro do texto.
            Os mecanismos de coesão sequencial strictu sensu (porque toda coesão é, num certo sentido, sequencial) são os que têm por função, da mesma forma que os de recorrência, fazer progredir o texto, fazer caminhar o fluxo informacional. Diferem dos de recorrência, por não haver neles retomada de itens, sentenças ou estruturas.
Sequenciação por conexão: Num texto, tudo está relacionado; um enunciado está subordinado a outros na medida em que não só se compreende por si mesmo, mas ajuda na compreensão dos demais. Esta interdependência semântica e/ou pragmática é expressa por operadores do tipo lógico, operadores discursivos e pausas.
            Operadores discursivos marcam a progressão de uma série de argumentos que são utilizados para se definir a conclusão de uma frase/texto. Fazem a relação de conjunção argumentativa, os ligando em favor de uma única conclusão. Sinalizam uma relação de disjunção argumentativa, que introduz argumentos que levam a conclusões opostas, possuem uma forma argumentativa diferente. Determinam uma relação de conclusão, que introduzem uma conclusão em relação a dois ou mais enunciados anteriores.      Estabelecem relação de superioridade, de inferioridade ou de igualdade são utilizados com o intuito de uma conclusão, seja ela a favor ou contra. Marcam a contrajunção, designa o tipo de conexão que articula sequencialmente frases cujos conteúdos se opõem. Por explicação ou justificação: introduz-se uma explicação de um ato anteriormente realizado.

Exercício:
Indique a opção que dá segmento ao período abaixo, respeitados os requisitos de coesão e coerência do texto.
“A estatização na economia brasileira se aprofundou em um período histórico em que a intervenção estatal nos setores de infraestrutura, insumos básicos e serviços públicos era vista não apenas como benéfica, mas como necessária para a consolidação da produção ou da prestação de serviços naqueles setores.
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário