Temos então, duas hipóteses opostas, ambas
descrevendo um leitor ideal e considerando o texto uma unidade formal, com seu
próprio significado:
1.
A ascendente (buttom-up): O leitor faz análise visual dos dados que
procura, entendendo as partes menores para entender o significado do todo.
2.
A descendente (top-down): O leitor faz uso dos seus conhecimentos
prévios do assunto e de sua capacidade para antecipar o entendimento do texto.
A autora comenta que, se os
processos acima forem usados em conjunto, temos um leitor construtor-analisador,
mais fluente e preciso. Isso, baseado apenas na interação do leitor e do texto.
Quando ao leitor-escritor, Kato
sugere que, partindo da comunicação, o escritor e o leitor estabelecem um
cooperativismo: escritor informativo/leitor compreensivo, escritor
sincero/leitor crédulo, escritor relevante/leitor assertivo e por último,
escritor claro e um leitor que espera o uso de recursos linguísticos simples.
O leitor-cooperativo, espera que
esses quatro princípios estejam presentes e o não cumprimento de um deles pode
significar uma ocultação do real desejo do autor.
Se o texto for, além de uma unidade
formal, uma unidade de comunicação, em que a leitura se define como ato de
reconstrução dos processos de sua produção. Esta interação leitor-autor prega
que a recepção é um processo que o leitor segue a trilha deixada pelo autor.
Assim, constrói-se o leitor-reconstrutor.
Bibliografia:
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. 5ed.
São Paulo, Martins Fontes, 1999.
KLEIMAN, A. Oficina de leitura: teoria e prática.
10ed. Campinas, pontes, 2004.
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