quarta-feira, 6 de maio de 2015

LEITOR ANALISADOR E (RE)CONSTRUTOR

Temos então, duas hipóteses opostas, ambas descrevendo um leitor ideal e considerando o texto uma unidade formal, com seu próprio significado:
1.  A ascendente (buttom-up): O leitor faz análise visual dos dados que procura, entendendo as partes menores para entender o significado do todo.

2.  A descendente (top-down): O leitor faz uso dos seus conhecimentos prévios do assunto e de sua capacidade para antecipar o entendimento do texto.
            A autora comenta que, se os processos acima forem usados em conjunto, temos um leitor construtor-analisador, mais fluente e preciso. Isso, baseado apenas na interação do leitor e do texto.
            Quando ao leitor-escritor, Kato sugere que, partindo da comunicação, o escritor e o leitor estabelecem um cooperativismo: escritor informativo/leitor compreensivo, escritor sincero/leitor crédulo, escritor relevante/leitor assertivo e por último, escritor claro e um leitor que espera o uso de recursos linguísticos simples.
            O leitor-cooperativo, espera que esses quatro princípios estejam presentes e o não cumprimento de um deles pode significar uma ocultação do real desejo do autor.
            Se o texto for, além de uma unidade formal, uma unidade de comunicação, em que a leitura se define como ato de reconstrução dos processos de sua produção. Esta interação leitor-autor prega que a recepção é um processo que o leitor segue a trilha deixada pelo autor. Assim, constrói-se o leitor-reconstrutor.

Bibliografia:
KATO, Mary. O aprendizado da leitura. 5ed. São Paulo, Martins Fontes, 1999.
KLEIMAN, A. Oficina de leitura: teoria e prática. 10ed. Campinas, pontes, 2004.


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